Autoridades britânicas apuram relato de mulher que afirma ter sido levada para Windsor com fins sexuais. Ex-príncipe também é investigado por vazar documentos
O escândalo em torno do ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles III, acaba de ganhar mais detalhes sombrios. A polícia britânica confirmou nesta sexta-feira (22/5) que abriu uma nova investigação contra ele, desta vez motivada por uma denúncia de agressão sexual que teria ocorrido no ano de 2010.
O caso veio à tona após uma mulher relatar que foi “levada a um endereço em Windsor com fins sexuais”. Tratando a situação com extrema cautela, a polícia de Thames Valley informou que já procurou a advogada da suposta vítima para encorajar a oficialização da queixa.
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Em nota, as autoridades garantiram que, “caso ela deseje denunciar o ocorrido à polícia, a denúncia será levada a sério e tratada com cuidado, sensibilidade e respeito à sua privacidade e ao seu direito ao anonimato”. Além disso, as forças de segurança fizeram um apelo público, pedindo que qualquer pessoa que tenha informações sobre as atitudes do ex-membro da realeza colabore.
O cerco judicial contra Andrew tem se intensificado consideravelmente desde que seus laços com o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein, morto na prisão em 2019, foram expostos ao mundo. O peso das revelações foi tão grande que o irmão do monarca foi destituído de seus títulos reais e obrigado a abandonar a residência em Windsor.
Os problemas do ex-príncipe, por outro lado, não se limitam às acusações de abuso. Ele também é alvo de um inquérito minucioso por “omissão no exercício de uma função pública”. A suspeita é de que Andrew tenha repassado documentos econômicos confidenciais britânicos para Epstein durante a década em que atuou como representante comercial.

