Programa relembra “Páginas da Vida” 20 anos depois e reúne Lilia Cabral, Marcos Caruso, Fernanda Vasconcellos no palco
A Globo abre a temporada 2026 do “Caldeirão com Mion” com um gesto simbólico e necessário. Neste sábado (7), o programa presta uma homenagem a Manoel Carlos, que morreu em janeiro, celebrando a obra de um dos autores mais influentes da teledramaturgia brasileira.
O tributo acontece no retorno do quadro “TV Teca”, que revisita grandes momentos da história da emissora e, desta vez, mergulha no universo do chamado “autor das Helenas”. A escolha não é por acaso: 2026 marca os 20 anos de “Páginas da Vida”, novela emblemática da carreira de Maneco.
Para representar esse legado no palco, dois nomes que ajudaram a eternizar a trama: Lilia Cabral e Marcos Caruso. Intérpretes da amarga Marta e do afetuoso Alex, eles relembram os bastidores da novela que teve como ponto de virada a gravidez de Nanda (Fernanda Vasconcellos) e que emocionou o país ao abordar temas como maternidade, rejeição e redenção.
O reencontro promete ser um dos momentos mais delicados do programa: além de Lilia e Caruso, voltam ao palco Fernanda Vasconcellos, Gabriel Kaufmann e Joana Mocarzel, que viveram os filhos da jovem na trama. A ideia é mais do que testar memória em formato de game: é celebrar uma dramaturgia que marcou época.
A homenagem se estende ainda a depoimentos de parceiros históricos de Maneco, como Tony Ramos e Jayme Monjardim, além de um “Sobe o Som de Ouro” dedicado às músicas que embalaram personagens de suas novelas — trilhas que, como seus diálogos, ficaram na memória afetiva do público.
Ao escolher abrir o ano reverenciando Manoel Carlos, a Globo sinaliza que sua história recente não pode ser contada sem ele. Autor que transformou conflitos íntimos em dramas universais, Maneco ajudou a desenhar o horário nobre como conhecemos. A homenagem no “Caldeirão” não é apenas um resgate de memória — é também um reconhecimento público de que algumas páginas da TV brasileira jamais serão viradas.