Festa para assistir ao jogo do Brasil contra o Haiti contou com relatos de superlotação e demora de 20 minutos no socorro à vítima, atacada após um esbarrão
O clima que deveria ser de celebração pela Copa do Mundo se transformou em um verdadeiro cenário de horror no Jockey Club do Rio de Janeiro. Na noite da última sexta-feira (19/6), o evento que transmitiu a partida entre Brasil e Haiti, e que contou com apresentações de Ludmilla e Matuê, foi palco de uma pancadaria assustadora que deixou um jovem gravemente ferido.
Segundo uma fonte ouvida com exclusividade pelo portal LeoDias, a festa apresentava indícios claros de superlotação. A sensação de quem estava presente era de que a quantidade de público ultrapassava a capacidade estipulada para o local. Vale ressaltar que o evento era voltado para um público disposto a gastar, com ingressos variando entre R$ 100 e quase R$ 500.
Veja as fotos
Foi exatamente essa dificuldade de circulação no espaço apertado que serviu de estopim para a barbárie. A testemunha relatou que um jovem esbarrou acidentalmente em outro rapaz por volta das 2:30 da madrugada. O contato banal foi o suficiente para que a vítima fosse cercada e atacada por um grupo de homens com uma sequência covarde de socos e chutes.
O rapaz foi espancado até perder a consciência enquanto Matuê seguia a apresentação no palco. Imagens fortes e chocantes recebidas pela nossa redação mostram a vítima completamente desmaiada no chão, com o rosto ensanguentado.
Negligência e silêncio das autoridades
Além da violência desproporcional, o evento também teria falhado no suporte à vítima. A fonte denuncia que a equipe de bombeiros e os seguranças do local demoraram cerca de 20 minutos para chegar ao ponto da confusão e prestar os primeiros socorros ao jovem desacordado.
O portal LeoDias procurou a assessoria e a organização do evento no Jockey Club para um posicionamento oficial sobre o ocorrido, mas não obteve qualquer retorno até a publicação desta matéria. Nossa equipe também tentou rastrear o estado de saúde da vítima, mas não foi possível localizar para qual hospital o rapaz foi encaminhado.
Buscando respostas sobre as providências legais, entramos em contato com a Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro e com a Polícia Civil, mas os órgãos também não se pronunciaram até o momento. O espaço segue aberto.




